Foto: Sabel Blanco / Pexels
A confusão é comum entre os frequentadores de academia, mas a diferença entre preenchedores locais e esteroides anabolizantes é fundamental para entender o mundo do fisiculturismo moderno. Enquanto muitos acreditam que se trata da mesma coisa, a verdade é que essas substâncias funcionam de formas completamente distintas no corpo humano.
Os esteroides anabolizantes (EAs) trabalham aumentando a síntese proteica, ou seja, potencializam o ganho real de massa muscular. Já os preenchedores locais, conhecidos pela sigla SEO (“site enhancement oil”), funcionam de maneira diferente: eles simplesmente criam volume artificial nas regiões onde são injetados, sem gerar ganho muscular efetivo.
Essa distinção é crucial. Enquanto um atleta que usa esteroides está realmente desenvolvendo musculatura, quem utiliza preenchedores está basicamente criando uma ilusão óptica. O resultado visual pode ser impressionante, mas a realidade fisiológica é bem outra.
Apesar dessa característica, centenas de fisiculturistas mundo afora recorrem aos preenchedores para alcançar proporções mais volumosas e visualmente equilibradas. O atrativo é claro: a possibilidade de realçar determinadas regiões do corpo, como bíceps, tríceps e bezerros, sem o risco potencial associado ao uso de esteroides anabolizantes — ou pelo menos essa é a promessa vendida.
No cenário do fisiculturismo profissional e amador, essa prática tornou-se cada vez mais comum, gerando debates intensos sobre ética, saúde e regulamentação. As federações de competição seguem buscando maneiras de identificar e coibir o uso dessas substâncias, especialmente em competições de alto nível.
A questão que fica é: até que ponto a busca pela estética perfeita justifica o uso de métodos questionáveis? O assunto continua rendendo discussões acaloradas nos fóruns de musculação e entre profissionais de saúde especializados.
Fonte: Folha Esporte
