Foto: Gaspar Zaldo / Pexels
O tênis é conhecido por abrigar algumas das histórias mais intensas de relação entre pais e filhos no esporte profissional. Mas existe uma linha tênue entre apoiar o desenvolvimento de um jovem atleta e transformar essa jornada em uma experiência traumática.
A BBC Sport investigou como o comportamento obsessivo de responsáveis tem prejudicado talentos em desenvolvimento nas quadras ao redor do mundo. Não é novidade que pais excessivamente controladores afastam crianças do esporte, geram ansiedade e até comprometem o desempenho competitivo dos filhos.
Especialistas apontam que o problema vai além de gritos nas arquibancadas. Envolve pressão financeira desmedida, expectativas irrealistas e, em casos extremos, abuso psicológico. Muitos jovens promessas abandonam o tênis justamente por não conseguirem lidar com a pressão familiar, não pela falta de talento.
A boa notícia é que a comunidade do tênis internacional começa a se mobilizar para reverter esse cenário. Federações, academias e organizações de proteção ao atleta implementam diretrizes sobre como pais devem se comportar. Programas de educação familiar também ganham espaço, mostrando que existe um caminho saudável entre negligência total e hipercontrole.
No Brasil, onde o tênis cresce gradualmente, essa discussão ainda é pouco explorada. Mas com talentos em desenvolvimento e famílias investindo cada vez mais em categorias menores, é hora de começar a repensar como equilibramos ambição com bem-estar emocional dos jovens atletas.
O ideal é que pais entendam seu papel como apoiadores, não como co-atletas. Deixar a criança desfrutar do esporte, permitir que cometa erros e aprenda com eles é tão importante quanto treinar tecnicamente. Afinal, se o tênis deixar de ser diversão, nunca será excelência.
Fonte: BBC Sport Tennis/Other
