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A situação financeira da LIV Golf continua gerando preocupação e especulação no mundo do golfe. Jon Rahm, uma das maiores estrelas da liga saudita, foi questionado sobre a possibilidade de os próprios jogadores investirem recursos pessoais para garantir a sobrevivência do circuito que os contratou com milionários contratos.
Ao ser abordado sobre o tema durante o Genesis Scottish Open, o espanhol deixou claro que até o momento não recebeu nenhum pedido oficial da direção da LIV Golf para aportar capital próprio. No entanto, em uma resposta típica de quem precisa medir palavras, Rahm não fechou completamente a porta para essa possibilidade no futuro, usando a célebre expressão “nunca diga nunca”.
A declaração do golfista reflete o delicado momento vivido pela liga desde seu surgimento em 2022. Apoiada pelo Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita (PIF), a LIV Golf revolucionou o desporto com prêmios sem precedentes, atraindo talentos de primeira linha como Rahm, Dustin Johnson e Phil Mickelson. Contudo, os custos operacionais elevados e a busca por viabilidade financeira de longo prazo começam a gerar questionamentos.
A possibilidade de atletas injetarem capital próprio na liga seria uma virada de mesa interessante. Afinal, esses jogadores já acumularam fortunas significativas através dos contratos já assinados. Se precisassem contribuir financeiramente para o sucesso do projeto, isso indicaria uma mudança de paradigma importante no modelo de negócio.
Por enquanto, Rahm mantém o tom diplomático, reiterando sua confiança no projeto sem se comprometer explicitamente com nada. A resposta estratégica do espanhol evidencia a incerteza que permeia os bastidores da LIV Golf, onde a euforia inicial dos primeiros meses deu lugar a questionamentos legítimos sobre sustentabilidade.
O próximo capítulo dessa história deve revelar se os milionários do golfe estarão dispostos a proteger financeiramente o seu próprio ninho.
Fonte: Sky Sports Football
