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A britânica Katie Boulter, número um do Reino Unido, fez uma reclamação inusitada durante o US Open: o cheiro de maconha nos arredores da quadra estaria prejudicando seu desempenho na competição. A tenista levantou a questão que, embora pareça excêntrica, traz à tona um debate importante sobre as condições oferecidas aos atletas em um dos Grand Slams mais tradicionais do tênis mundial.
Disputado em Nova York, o US Open ocorre em ambiente urbano, diferentemente de torneios em locais mais isolados. O consumo de maconha é legal em Nova York desde 2021, o que explica a presença do odor nos arredores do estádio Arthur Ashe e demais quadras do complexo em Flushing Meadows.
Para uma atleta de elite buscando concentração máxima em momentos decisivos, qualquer fator externo pode fazer diferença. Boulter, que segue em ascensão no ranking mundial e é uma das principais esperanças britânicas no tênis feminino, não é a primeira a mencionar problemas com o ambiente durante competições. Atletas costumam ser extremamente sensíveis a distrações, seja por ruído, luz ou, neste caso, odores que comprometem seu foco.
A reclamação levanta questões legítimas sobre a responsabilidade dos organizadores em garantir um ambiente adequado para a competição de alto nível. Enquanto o direito ao consumo é legal na região, cabe refletir se medidas adicionais poderiam ser tomadas para isolar as quadras de Tênis desses fatores externos.
É um lembrete de que o tênis moderno vai muito além das raquetes e bolas. A preparação mental, o ambiente e os detalhes fazem toda a diferença entre uma vitória memorável e uma eliminação frustrante em um torneio de Grand Slam. Katie Boulter segue buscando seu melhor desempenho apesar das adversidades do cenário nova-iorquino.
Fonte: BBC Sport Tennis
