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O rugby league feminino está de luto. Jodie Cunningham e Emily Rudge, dois pilares do St Helens e do esporte britânico, anunciaram que encerrarão suas carreiras ao final da temporada 2026. A dupla, que comanda o time como capitã e vice-capitã respectivamente, marca mais um capítulo importante na história do clube.
Cunningham e Rudge não são apenas nomes. São símbolos de uma geração que ajudou a transformar o rugby league feminino em uma modalidade de respeito e visibilidade internacional. Durante anos, ambas carregaram a responsabilidade de representar não só St Helens, mas toda uma luta pelo reconhecimento do esporte feminino na Inglaterra.
A dupla integra aquele seleto grupo de atletas que dedicou praticamente toda a carreira profissional a um único clube, algo raro nos dias de hoje. Essa lealdade reforça o legado que constroem juntas, tanto dentro quanto fora de campo.
A decisão de se aposentar em 2026 dá a ambas a oportunidade de desfrutar um último ano de competições no topo, sem a pressão de uma saída abrupta. É uma forma digna de encerrar uma jornada marcada por conquistas, desafios superados e barreiras quebradas.
Para St Helens, fica o desafio de planejar a sucessão. Perder duas jogadoras dessa magnitude, especialmente lideranças táticas e emocionais como Cunningham e Rudge, exige que o clube já comece a estruturar sua próxima geração. O futebol dos homens conhece bem essa dor de perder ídolos.
Enquanto isso, fãs e companheiras de equipe têm pouco mais de um ano para saborear cada momento ao lado dessas trailblazers do rugby feminino. Quando a aposentadoria chegar, em 2026, o esporte terá que lidar com a ausência de duas de suas maiores referências históricas.
Fonte: Sky Sports Football
