Foto: Muammar Jefri / Pexels
O tênis profissional enfrenta uma crise preocupante de lesões. A confirmação das baixas de Jack Draper e Emma Raducanu em Wimbledon acendeu um alerta vermelho sobre o estado físico dos atletas de elite na modalidade.
Os dois promissores talentos britânicos tiveram que se afastar do Grand Slam mais tradicional do mundo por problemas físicos, reforçando um padrão alarmante que vem se consolidando nos últimos anos. A questão que fica é: por que tantos campeões estão caindo lesionados?
A resposta está na natureza brutal do calendário tenístico. Diferentemente de outras modalidades, o tênis exige um desgaste físico extremamente concentrado em movimentos repetitivos de alta intensidade. Saques explosivos, mudanças abruptas de direção, impactos constantes nas articulações — tudo isso ocorre em ritmo acelerado e praticamente ininterrupto durante partidas que podem ultrapassar cinco horas.
Soma-se a isso um calendário repleto de competições ao longo do ano. Os atletas enfrentam pressão constante para participar de múltiplos torneios, muitas vezes viajando entre continentes em intervalos curtos. O corpo simplesmente não consegue se recuperar adequadamente.
A tecnificação do jogo também contribui. O tênis moderno é mais potente e agressivo do que nunca. Jogadores batem mais forte, correm mais rápido e exploram o espaço da quadra com precisão cirúrgica. Isso amplia o risco de lesões musculares, problemas articulares e desgaste no longo prazo.
Especialistas da modalidade apontam que é necessária uma reformulação urgente do calendário e das políticas de recuperação dos atletas. Sem isso, a modalidade corre o risco de perder seus principais talentos em seu auge, prejudicando a qualidade das competições e frustrando fãs em todo o mundo.
O caso britânico é emblemático, mas representa um problema muito maior que assola o circuito profissional atual.
Fonte: BBC Sport Tennis/Other
Fonte: BBC Sport Tennis/Other
