Foto: cottonbro studio / Pexels
Poucas histórias no tênis profissional são tão inspiradoras quanto a que está sendo escrita pela polonesa Maja Chwalinska em Roland Garros. A tenista de 21 anos, que chegou a Paris como uma simples qualificante, continua sua jornada de sonho ao superar a francesa Diane Parry e garantir sua vaga nas quartas de final do torneio.
O resultado é ainda mais impressionante quando se considera que Chwalinska partiu da fase de qualificação — aquele torneio que precede o principal, onde jogadores menos ranqueados buscam desesperadamente um lugar no quadro. Conquistar uma vitória após outra nesta etapa já é complicado. Avançar para o mata-mata oficial é extraordinário. Chegar às quartas é praticamente impossível.
Mas Chwalinska não recebeu esse memorando.
A polonesa derrotou Parry em um confronto que tinha tudo para ser desfavorável. Jogar contra uma francesa em solo francês, com o público naturalmente contra, é um obstáculo mental que poucas conseguem superar. Chwalinska não apenas o superou como impôs seu jogo, mostrando calma, técnica e determinação acima do esperado para uma jogadora de seu ranking.
O que torna esta trajetória ainda mais especial é a humildade de Chwalinska em relação ao momento que vive. Quando disse “ninguém me conhece”, a tenista não estava se vitimizando — estava sendo realista sobre sua posição no circuito. Longe dos holofotes, longe dos primeiros planos das transmissões, ela segue acumulando vitórias enquanto muitas das favoritas já caíram pelo caminho.
As quartas de final em um Grand Slam representam o auge da carreira de muitos tenistas. Para Chwalinska, pode ser apenas o começo de algo muito maior. Sua juventude, fome e talento formam uma combinação explosiva que promete mantê-la relevante por muitos anos.
Paris, portanto, pode estar prestes a conhecer muito bem o nome de Maja Chwalinska.
Fonte: BBC Sport Tennis
Fonte: BBC Sport Tennis
