Foto: Gaspar Zaldo / Pexels
Quando o tenista espanhol Alejandro Davidovich Fokina chegou ao Roland Garros, esperava contar com o apoio total de sua comissão técnica durante a campanha no Grand Slam francês. Mas o que aconteceu durante o torneio surpreendeu negativamente o jogador ibérico e levantou questionamentos sobre a profissionalidade no circuito internacional de tênis.
De acordo com relato do próprio Davidovich Fokina, seu treinador decidiu abandoná-lo sem aviso prévio e voou para Miami no meio da competição. A atitude, no mínimo polêmica, deixou o tenista desamparado em um dos momentos mais importantes da temporada, quando precisava de orientação e suporte psicológico para enfrentar os desafios da disputa.
O episódio expõe uma realidade frequente no tênis profissional: a fragilidade de algumas relações entre jogadores e seus técnicos. Diferentemente do futebol, onde contratos são mais estruturados e as consequências para rompimentos unilaterais são severas, o tênis ainda convive com situações onde a falta de profissionalismo gera impactos diretos no desempenho dos atletas.
Para Davidovich Fokina, a situação representou mais do que um incômodo logístico. Perder o apoio tático de um técnico em uma competição de longo prazo prejudica a preparação entre as partidas, a análise de adversários e o trabalho psicológico necessário para manter o foco em um torneio de duas semanas.
O caso reacende o debate sobre a necessidade de maior regulamentação e formalização das relações profissionais no tênis. Enquanto no futebol existem salvaguardas legais para proteger tanto clubes quanto jogadores, o circuito de raquete ainda permite que decisões unilaterais como essa aconteçam sem maiores repercussões institucionais.
O tenista espanhol segue em busca de seus melhores resultados, mas certamente aprendeu uma lição valiosa sobre a importância de escolher parceiros profissionais que demonstrem comprometimento genuíno com seus objetivos.
Fonte: BBC Sport Tennis
Fonte: BBC Sport Tennis
