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Jamie Vardy, o lendário atacante do Leicester que conquistou a Premier League em 2016 de forma memorável, viveu uma experiência bem diferente da sua carreira quando decidiu se aventurar na Série A italiana. Aos 39 anos, o inglês trocou os gramados da Premier League pela Cremonese, clube que acabou rebaixado na temporada passada — uma temporada de aprendizado e adaptação para o veterano.
Em seu podcast pessoal “Jamie Vardy’s Having A Party”, o experiente centroavante não poupou críticas ao modelo de futebol praticado na Itália. Vardy foi direto ao ponto ao comparar o calcio com o que ele vivenciou durante toda sua carreira na Inglaterra. “A Itália é muito mais lenta e muito mais defensiva em comparação com a Inglaterra”, declarou o jogador, deixando claro o choque de estilos que enfrentou.
Mas o incômodo de Vardy vai além da tática. O atacante reclamou bastante do modelo de treinamento adotado pelos clubes italianos, que priorizam repetições e exercícios aeróbicos constantes. Segundo ele, os atletas chegam aos jogos completamente exaustos. “Os treinos são incessantes. Você passa o dia correndo, correndo, correndo. Quando chega no jogo, já está esgotado. É loucura”, desabafou o jogador, evidenciando a frustração com a abordagem italiana.
A experiência de Vardy reflete uma realidade conhecida: a Premier League, considerada a melhor liga do mundo, segue um modelo muito diferente das principais competições europeias. Enquanto o futebol inglês preza pela intensidade, velocidade e transições rápidas, o calcio italiano mantém sua tradição de organização defensiva e jogo mais cadenciado.
Apesar dos desafios e do rebaixamento da Cremonese, a passagem de Vardy pela Itália serviu como um importante termômetro das diferenças táticas e operacionais entre os principais campeonatos europeus. Uma lição valiosa para qualquer jogador que decida tentar a sorte fora de sua zona de conforto.
Fonte: Trivela
