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A tensão entre Uefa e Fifa esfria, mas longe de desaparecer. Nesta quinta-feira (27), a confederação europeia anunciou que suspendeu provisoriamente seus planos de retirar seleções e clubes europeus das competições da Fifa. A decisão chega após a entidade máxima do futebol mundial confirmar, de forma definitiva, o abandono do polêmico projeto “Fifa Forward Enterprise”.
O recuo representa uma vitória diplomática para o presidente Gianni Infantino e sua gestão, que enfrentava uma crescente revolta dos europeus. O projeto em questão gerava bastante controvérsia por tentar centralizar ainda mais o poder financeiro e administrativo nas mãos da Fifa, algo inaceitável para a Uefa, que já detém grande influência no futebol mundial.
Mas não se engane: a suspensão da ameaça de boicote não significa paz duradoura. Segundo o comunicado da Uefa, a entidade continua de olho firme na Fifa, intensificando a pressão por mudanças estruturais mais amplas. É um recado claro: o futebol europeu não vai tolerar indefinidamente decisões unilaterais vindas de Zurique.
Este episódio expõe as feridas profundas da governança do futebol global. De um lado, a Fifa tenta manter sua hegemonia; do outro, a Uefa defende os interesses de suas federadas, principalmente as potências econômicas como Alemanha, França, Inglaterra e Espanha. A questão agora é: qual será o próximo ponto de atrito?
O futebol europeu segue como principal moeda de troca nas negociações internacionais. Sem as seleções europeias, a Fifa perderia credibilidade e receita. Por isso, a Uefa sabe exatamente onde apertar. Essa queda de braço entre as duas potências deve continuar definindo os rumos da política futebolística nos próximos meses.
Fonte: Folha Esporte
