Foto: Franco Monsalvo / Pexels
Roberto de Zerbi é conhecido por sua rigidez tática e exigências extremas com os atletas. Mas Jonathan Rowe, jovem ponta inglês de 23 anos que trabalhou sob o comando do técnico no Olympique de Marseille, revelou recentemente detalhes de um treinamento tão intenso que vai além do que a maioria dos jogadores está acostumada.
Em entrevista ao portal inglês The Athletic, Rowe descreveu com detalhes as sessões matinais que De Zerbi impunha aos seus comandados. Acordar às 4 da manhã para correr no bosque, enfrentar o frio cortante, munido apenas de lanternas para enxergar na escuridão total, seguido por circuitos exaustivos e sprints em terrenos íngremes. Uma rotina que, segundo o atacante, nunca havia presenciado em toda sua carreira profissional.
"Eram esgotantes, de morrer. Acordávamos às quatro da manhã para ir correr no bosque, no frio. Tínhamos lanternas para enxergar no escuro. E depois ainda tinham circuitos, sprints em subidas", relembrou Rowe, que atualmente defende as cores do Bologna, na Serie A italiana.
O método de De Zerbi é uma reflexão de sua filosofia de trabalho: acredita que o sofrimento controlado constrói jogadores mentalmente fortes e fisicamente preparados. A abordagem é típica de técnicos europeus que veem o treinamento como ferramenta de formação integral do atleta.
Apesar da dureza dos treinos que beiram o limite da resistência humana, Rowe guarda boas recordações do trabalho com o técnico que atualmente comanda o Tottenham. O jovem inglês reconhece que De Zerbi o ensinou algo invaluável: prestar atenção obsessiva aos detalhes—um aprendizado que certamente o acompanha em sua evolução no futebol italiano.
O episódio evidencia como De Zerbi moldura não apenas taticamente, mas também psicologicamente seus jogadores, criando uma mentalidade vencedora através de desafios extremos.
Fonte: Trivela
