Foto: Rwanda Lens / Pexels
Enquanto todos os olhares estão voltados para as grandes potências, a República Democrática do Congo segue seu caminho nas sombras da Copa do Mundo de 2026. E talvez seja exatamente assim que os congoleses gostam. Se você está procurando um time surpresa nos mata-matas, esqueça as análises óbvias: preste atenção no Leopardo, paciente, implacável e pronto para atacar no momento certo.
Com Thomas Tuchel à frente da Inglaterra, o treinador alemão terá um quebra-cabeça tático diferente para resolver nos confrontos das oitavas de final. A seleção congolesa desenvolveu uma fórmula que funciona especificamente como um antídoto às características que tornam os ingleses perigosos.
O futebol africano, particularmente o congolês, tem evoluído significativamente nos últimos anos. Longe estão os dias em que se esperava passividade defensiva. A RDC construiu uma estrutura defensiva robusta, com transições rápidas que exploram os espaços deixados pela agressividade típica dos times europeus.
A paciência é a virtude estratégica aqui. Enquanto a Inglaterra busca impor seu ritmo ofensivo, os Leopardos sabem como absorver a pressão e esperar pelo erro. É a velha máxima: defesa organizada e contra-ataque letal. Nada que assuste, mas tudo que preocupa quando bem executado contra uma equipe que depende muito de posse e mobilidade.
Tuchel, acostumado a enfrentar gigantes europeus, encontrará um adversário que não segue o manual tradicional. A RDC não virá para se defender passivamente; virá com um plano específico para neutralizar as armas ofensivas inglesas e castigar qualquer distração.
Subestimar o futebol africano em torneios eliminatórios é um luxo que poucas seleções podem se permitir. Se a República Democrática do Congo chegar até lá com seu sistema funcional intacto, pode muito bem surpreender quem imagina que o caminho será fácil.
Fonte: Sky Sports Football
