Foto: César O'neill / Pexels
O PSG não apenas conquistou a Champions League nos últimos dois anos — feito raro demais para ser ignorado — mas fez isso mantendo praticamente a mesma estrutura que Luis Enrique aprimorou desde sua chegada há três temporadas. Isso levanta uma pergunta que tiraniza torcedores rivais: será que a hegemonia parisiense pode se perpetuar?
Para entender a magnitude do que o time francês realizou, é preciso contextualizar: ser bicampeão consecutivo na Champions é um luxo que pouquíssimos clubes vivenciaram. Em mais de 70 anos de história da competição, apenas dez vezes isso aconteceu. Desde o icônico Milan dos anos 1990, quando conquistou tricampeonatos em sequência, somente o Real Madrid conseguiu acompanhar a façanha, com seu tri entre 2016 e 2018.
O laboratório de Luis Enrique funciona como uma máquina bem oleada. Na defesa, a dupla Marquinhos e William Pacho oferece experiência mesclada com juventude promissora. As laterais com Nuno Mendes e Achraf Hakimi trazem velocidade e dinamismo ofensivo que desequilibram qualquer adversário. No meio-campo, o trio Vitinha, João Neves e Fabián Ruiz apresenta volume, técnica e circulação de bola impressionante.
Mas é no ataque que o PSG brilha de forma ofuscante. Ousmane Dembélé, Désiré Doué e Kvicha Kvaratskhelia formam um tridente que combina velocidade, criatividade e finalização de classe mundial. Esses nomes não são promessas vagas — são realidades que já produziram resultados.
A verdade incômoda para os concorrentes é que o PSG construiu um elenco em harmonia tática e técnica. Luis Enrique não apenas trouxe nomes ilustres, mas os encaixou perfeitamente em seu sistema. Com essa base praticamente intacta e a certeza de reforços pontuais no mercado, a possibilidade de um tricampeonato deixa de ser ficção científica.
A era PSG na Europa pode estar apenas começando.
Fonte: Trivela
