Foto: Juan Patino / Pexels
Meio século antes de Messi fazer seu próprio espetáculo na MLS, foi Pelé quem plantou a bandeira do futebol nos Estados Unidos. Em 10 de junho de 1975, em uma cerimônia pomposa no famoso restaurante “21”, em Nova York, o Rei assinou contrato com o New York Cosmos e mudou para sempre a história do esporte no país.
A imprensa americana, impressionada com a magnitude do evento, tratou Pelé como um verdadeiro “missionário” — o The New York Times não poupou adjetivos para descrever o momento histórico. “O futebol finalmente chegou aos Estados Unidos”, proclamou o tricampeão mundial, com a convicção de quem conhecia o peso de sua própria lenda.
Mas o que chama atenção não é apenas o feito histórico. É a mensagem que Pelé deixou gravada naquele momento: a idade simplesmente não importava. Com seus 34, 35 ou até 37 anos — números que circulavam nas especulações sobre sua verdadeira data de nascimento — o Rei não hesitava em afirmar que ainda tinha muito a oferecer ao esporte.
Esse discurso de Pelé ecoaria décadas depois. Quando Messi chegou à MLS em 2023, aos 36 anos, já havia um precedente estabelecido: lendas não se aposentam, elas se reinventam. O argentino seguiu o mesmo roteiro que o brasileiro traçou: levar credibilidade, talento e glamour para uma liga em desenvolvimento.
A diferença? Pelé o fez quando o futebol era praticamente desconhecido nos EUA. Messi chegou para uma nação que já respirava soccer. Mas ambos compartilharam a mesma filosofia: a excelência não tem data de validade.
Cinquenta anos depois, a profecia do Rei se cumpriu completamente. O futebol não apenas chegou aos Estados Unidos — ele prosperou, cresceu e agora atrai os maiores talentos mundiais em seus últimos capítulos de carreira. Pelé foi o pioneiro que mostrou o caminho.
Fonte: Folha Esporte
