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O Paraguai foi eliminado pela França nas oitavas de final da Copa do Mundo, mas não saiu de campo humilhado. Muito pelo contrário. Durante 65 minutos de partida, a Albirroja executou com precisão cirúrgica o esquema defensivo montado por Gustavo Alfaro, deixando os franceses suados e apreensivos com a possibilidade da prorrogação.
O problema é que futebol não funciona assim. Defender durante 90 minutos contra uma máquina ofensiva como a França — repleta de estrelas em todos os setores — não admite margem para erro. Qualquer deslize, por mínimo que seja, pode se transformar em gol. E foi exatamente isso que definiu a eliminatória na Filadélfia.
A estratégia conservadora do técnico paraguaio revelou sua face mais dura: quando você coloca todos os seus ovos na cesta defensiva, um único momento de desconcentração é suficiente para ruir o castelo construído. Os franceses, com todo seu arsenal de talento, apenas esperaram pacientemente por essa brecha. E ela veio.
Não há desonra em perder assim. O Paraguai mostrou organização, disciplina tática e vontade de enfrentar uma das principais favoritas ao título. Suas torcedores podem se orgulhar da postura combativa durante grande parte do jogo. Mas a realidade do futebol de elite é implacável: contra potências como a França, você precisa fazer mais que apenas não levar gol. Precisa criar oportunidades, oferecer riscos, impor seu jogo.
A lição fica clara: defesa apenas não elimina favorita. O Paraguai aprendeu essa lição da forma mais cara possível, caindo de pé, sim, mas caindo mesmo assim. Na Copa do Mundo, perfeição defensiva sem capacidade ofensiva é uma ilusão que custa caro.
Fonte: Trivela
