Foto: Franco Monsalvo / Pexels
A Noruega chega às quartas de final da Copa do Mundo como a zebra do torneio. Depois de eliminar o Brasil de forma surpreendente nas oitavas, os nórdicos agora enfrentam a Inglaterra neste sábado (11), às 18h, buscando um lugar na semifinal. E tudo indica que o diferencial dos noruegueses está longe de ser novidade.
A equipe de Stale Solbakken se consolidou como uma máquina de transições rápidas nesta Copa. O futebol acelerado em campo aberto é sua marca registrada — foi justamente assim que anotou seus dois gols contra a Seleção, aproveitando os espaços deixados pela defesa brasileira. Agora, diante dos ingleses, esse padrão tático pode ser ainda mais decisivo.
Do outro lado, a Inglaterra enfrenta um dilema clássico: sofre para romper blocos defensivos bem posicionados, mas explode quando consegue espaço para correr. Na vitória por 4 a 2 contra a Croácia — seu melhor jogo na competição até aqui — os ingleses aproveitaram justamente as aberturas cedidas pelo adversário para impor seu ritmo.
A grande questão então é: quem conseguirá impor seu jogo de transição? A Noruega com sua velocidade ofensiva e capacidade de sair rápido do meio-campo? Ou a Inglaterra, que tem em Harry Kane, Bukayo Saka e Jude Bellingham jogadores de classe mundial para explorar contra-ataques?
Thomas Tuchel sabe que sua defesa precisa estar atenta. Não pode se dar ao luxo de cometer os mesmos erros que Brasil e Croácia cometeram. Por outro lado, os nórdicos não podem relaxar — um time europeu tradicional, mesmo com dificuldades, continua sendo um rival de respeito.
O resultado desta partida será definido por milímetros e décimos de segundo. Quem conseguir melhor sincronismo entre perder a bola e estar em posição para contra-atacar estará mais perto de sonhar com a final. As transições, mais uma vez, serão as verdadeiras protagonistas do jogo.
Fonte: Trivela
