Foto: Aslam Jawaid / Pexels
A Copa do Mundo 2026 está nos oferecendo grandes emoções dentro de campo, mas fora dele, nas transmissões, a história é bem diferente. Enquanto os melhores talentos do futebol mundial fazem seu show, narrador e comentaristas transformam o acompanhamento do torneio em uma verdadeira bagunça de informações imprecisas e análises desconectadas da realidade do jogo.
É frustrante para o torcedor investir tempo e atenção em uma partida apenas para ser bombardeado por erros básicos: nomes de jogadores pronunciados incorretamente, estatísticas que não conferem, interpretações equivocadas de lances polêmicos e, pior ainda, análises que contradizem o que vemos na tela. Quando um narrador grita um gol atribuindo a autoria errada ou um comentarista insiste em uma versão dos fatos que as imagens desmentem, perde-se a credibilidade e, principalmente, a qualidade da experiência de quem assiste.
O problema vai além da simples falta de profissionalismo. Estamos falando de um torneio que acontece a cada quatro anos, onde milhões de brasileiros estão acompanhando. As emissoras têm tempo e recursos para preparar suas equipes adequadamente, para checar informações antes de colocá-las no ar, para garantir que quem narra e comenta saiba do que está falando.
A Copa merecia melhor. Os telespectadores merecem melhor. Um bom narrador não é apenas aquele que grita alto nos momentos certos – é quem oferece contexto, precisão, respeito pelo público e pela história do jogo. Da mesma forma, comentaristas precisam agregar valor real, não apenas preencher espaço com opiniões desconectadas.
Se a intenção é oferecer cobertura de qualidade de um evento da magnitude da Copa do Mundo, é hora de as transmissoras olharem para seus bastidores e repensarem a estrutura das narrações. O futebol em campo merece uma narração à altura.
Fonte: Folha Esporte
