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A classificação da Argentina para as quartas de final da Copa do Mundo foi marcada por uma polêmica que gerou revolta na delegação suíça. Breel Embolo recebeu o segundo cartão amarelo nos minutos finais da partida, em um momento onde a Suíça estava em seu melhor desempenho no jogo, tudo por recomendação do VAR que apontou um possível “erro de identidade” do árbitro.
O lance que causou controvérsia aconteceu logo após o empate da seleção helvética. Embolo disputava uma bola no meio-campo com Leandro Paredes quando o árbitro João Pinheiro marcou falta e exibiu o cartão amarelo ao jogador suíço. O detalhe: a FIFA estava aplicando pela primeira vez neste torneio uma nova regra que permite ao VAR intervir exatamente nesses casos de identificação equivocada do árbitro de campo.
Após a partida, o técnico Murat Yakin não poupou críticas durante a coletiva de imprensa. O treinador de La Nati discordou frontalmente da decisão arbitral e questionou a aplicação dessa nova regulamentação, que estreava justamente na Copa do Mundo da América do Norte.
“Não houve malícia”, defendeu Yakin, argumentando que o lance em questão não justificava a expulsão de seu jogador. Para o técnico suíço, o árbitro cometeu um erro de julgamento e a nova regra da FIFA não deveria ter sido invocada naquele momento.
A situação exemplifica os desafios que cercam a aplicação de novas regras em competições de alto nível. Embora a FIFA tenha a intenção de corrigir erros óbvios de identificação de jogadores, a implementação pode gerar controvérsias quando aplicada de forma rigorosa em lances passíveis de interpretação.
A expulsão foi especialmente polêmica por ter ocorrido em um momento onde a Suíça criava suas melhores oportunidades de jogo, potencialmente alterando o rumo de um confronto equilibrado contra os campeões sul-americanos.
Fonte: Trivela
