Foto: Israel Torres / Pexels
O México se despediu da Copa do Mundo 2026 na noite deste domingo (5), caindo nas oitavas de final diante da Inglaterra por 3 a 2, no icônico Estádio Azteca. Mais uma anfitriã eliminada do torneio, depois do Canadá, mas deixando um legado bem diferente daquele que as previsões apontavam.
Tudo indicava que La Tri seria mais um tropeço precoce nesta jornada. As críticas e desconfianças que cercavam a equipe mexicana antes do Mundial pareciam fundamentadas. No entanto, sob o comando de Javier Aguirre, os mexicanos provaram que estavam muito longe daquela narrativa pessimista que circulava.
Na partida contra os ingleses, o México não apenas participou, como foi superior em considerável parcela do jogo. Mesmo jogando em casa com um a menos após expulsão, a equipe mexicana pressionou os europeus nos minutos finais, buscando a virada com uma entrega que impressionou. A defesa retrancada inglesa precisou se segurando na corda bamba para manter a classificação.
Essa foi a síntese perfeita da campanha mexicana: uma equipe que desmentiu as previsões pessimistas com qualidade técnica, organização tática e, principalmente, garra. Aguirre conseguiu extrair o máximo do seu grupo, transformando desconfiança em esperança durante o torneio.
Claro, a eliminação dói, especialmente pelo contexto de jogar em casa e pelo retrospecto recente que trazia esperanças maiores. Mas é inegável que o México saiu de pé, com a cabeça erguida e deixando uma imagem completamente oposta àquela que as críticas pré-torneio desenhavam.
Se havia dúvida sobre a capacidade da seleção mexicana, a Copa do Mundo 2026 ofereceu respostas. Nem sempre o futebol funciona como previsto, e às vezes as surpresas vêm justamente quando menos as esperamos.
Fonte: Trivela
