Foto: Nikita Igonkin / Pexels
A seleção marroquina deixou de ser apenas um bonito romance na Copa do Mundo. Com a vitória sobre o Canadá que os levou às quartas de final, os Lions of the Atlas comprovaram que sua campanha é resultado de competência tática, solidez defensiva e ambição real de conquista.
Impressionar é pouco para descrever o que Marrocos vem fazendo no Catar. A equipe acumula 34 jogos sem derrotas, uma sequência que reflete estabilidade e organização raramente vistas em seleções africanas. Não se trata apenas de bom futebol ou sorte do calendário — estamos falando de uma máquina defensiva que absorve pressão e capitaliza seus momentos ofensivos com precisão cirúrgica.
O grande diferencial está na filosofia de trabalho. Walid Regragui, técnico que comanda os marroquinos, construiu um elenco compacto, disciplinado e coeso. Os defensores sabem suas funções, o meio-campo protege com inteligência e o ataque, embora modesto numericamente, aproveita as oportunidades. Essa eficiência operacional asusta muito mais que exibições de futebol artístico.
O histórico mostra evolução consistente: Marrocos não chegou às quartas por acaso ou por enfrentar apenas adversários fracos. Venceu Bélgica e Canadá, empatou com a Espanha — resultados que indicam capacidade real de competição com potências tradicionais. A defesa é praticamente impenetrável, e o ataque tem em Sofyan Amrabat um catalisador de qualidade indiscutível.
Claro que ainda há desafios imensos pela frente. As próximas eliminatórias exigirão ainda mais de uma seleção que começou como zebra e agora é pretendente legítima. Mas uma verdade é inegável: a história de Marrocos deixou de ser apenas inspiradora para se tornar ameaçadora. Os Lions africanos mostraram ao mundo que disciplina, organização e eficiência valem mais que nomes estrelados.
A Copa do Mundo 2022 pode muito bem marcar o surgimento de uma potência nova no futebol mundial.
Fonte: BBC Sport Football
