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A seleção de Marrocos não é mais aquela equipe que surpreendeu o mundo em 2022. Quase quatro anos depois, os norte-africanos chegam à disputa contra a França, nesta quinta-feira (8), com uma identidade tática completamente renovada e ambições bem maiores do que apenas figurar como zebra do torneio.
Em 2022, Walid Regragui comandava um time que partia do 22º lugar do ranking da Fifa e conseguia algo praticamente inesperado: alcançar as semifinais do Mundial do Catar com um futebol pragmático, defensivo e baseado em contra-ataques rápidos. Eliminaram Espanha e Portugal no caminho, mas caíram para os franceses na penúltima fase — um resultado que, mesmo em derrota, consolidou Marrocos como uma potência emergente do futebol africano.
Agora, em 2026, a história muda de capítulo. O time que chega às quartas de final no México, Canadá e EUA não é mais aquele que temia o ataque. Marrocos implementou uma transformação ofensiva significativa, desenvolvendo um futebol mais criativo e ambicioso, mantendo a solidez defensiva que sempre foi sua marca.
O confronto contra a França promete ser totalmente diferente daquele de 2022. Se antes Marrocos buscava se manter compacto e explorar as bolas paradas, agora os norte-africanos possuem ferramentas para impor seu jogo. A evolução técnica dos seus jogadores, muitos deles atuando em clubes europeus de grande relevância, permitiu essa mudança de postura.
Para a seleção marroquina, esta é uma chance de ouro. Não apenas para vencer o carrasco de 2022, mas para confirmar seu crescimento como força consolidada no futebol mundial. A França, por sua vez, enfrentará um adversário infinitamente mais perigoso ofensivamente do que o que enfrentou há quatro anos.
O duelo entre experiência francesa e renovação marroquina promete ser um dos grandes confrontos da Copa de 2026.
Fonte: Trivela
