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O Manchester City chega ao fechamento da janela de transferências em situação paradoxal. O clube inglês movimentou cifras astronômicas, vendeu jogadores importantes e, mesmo assim, montou um elenco aparentemente mais frágil que aquele que encerrou a temporada anterior.
A saída de Rodri para o Barcelona colocou um holofote na fragilidade do meio-campo do City, mas o problema vai muito além do zagueiro espanhol. Bernardo Silva saiu de graça, John Stones também deixou o clube sem gerar receita, Nathan Aké foi vendido ao Fenerbahçe e Manuel Akanji completou a diáspora defensiva. Para piorar, Tijjani Reijnders, aquele meia contratado por uma fortuna apenas doze meses atrás, já foi negociado com o Al Qadsiah.
Do lado das chegadas, o investimento mais robusto foi Elliott Anderson, jovem promessa do Nottingham Forest, que chegou por 116 milhões de libras. O City também trouxe o goleiro Gerónimo Rulli, além de tentar avançar por Ayyoub Bouaddi, do Lille, e avaliar outras alternativas no mercado.
A questão que paira sobre o Etihad é incômoda: por que um clube com a riqueza do Manchester City se vê obrigado a fazer uma reconstrução tão radical? A resposta reside em uma combinação de fatores: envelhecimento de elenco, pressões financeiras do fair play financeiro e a dificuldade em manter seu esquema campeão nos últimos anos.
Com Pep Guardiola à beira do campo, o desafio agora é integrar rapidamente estes reforços e preencher os vazios deixados pelas saídas. A Premier League não costuma esperar ninguém, e o City sabe disso. Os próximos meses dirão se essa revolução silenciosa no mercado foi um movimento estratégico genial ou um erro de cálculo custoso que pode comprometer a hegemonia do clube na Inglaterra.
Fonte: Trivela
