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O Paris Saint-Germain começou sua temporada longe do ideal. Apesar do favoritismo e do poderio financeiro, os parisienses tropeçaram no empate por 2 a 2 contra o Rennes na estreia da Ligue 1, deixando a torcida e a imprensa francesa com gosto amargo de início decepcionante.
Mas o problema não se limitou apenas ao campo. Luis Enrique precisou lidar com egos feridos no vestiário, particularmente com Ousmane Dembélé, craque da seleção francesa e indicado ao prêmio de Bola de Ouro em 2025. O atacante não gostou de ser sacado ainda no intervalo, quando seu desempenho foi considerado abaixo do esperado pelo treinador espanhol.
Kvaratskhelia também deixou o gramado, mas as entradas de Ferran Torres e Mika Godts fizeram a diferença — o espanhol marcou os dois gols do PSG na partida. Ainda assim, a substituição de Dembélé gerou clima tenso no elenco parisien.
Em entrevista coletiva, Luis Enrique não recuou. Com a firmeza que sempre o caracterizou, o técnico deixou claro que suas decisões são baseadas em critérios técnicos e que todos no plantel precisam estar alinhados com seu método de trabalho.
“Tomei uma boa decisão esta semana, e será preciso fazer o mesmo ao longo de toda a temporada com outros jogadores. Quando considero necessário, faço mudanças”, declarou o espanhol, sinalizando que não fará concessões mesmo com estrelas.
A postura de Luis Enrique remonta seu histórico: técnico que moldou o Barcelona de Messi e conquistou títulos pela experiência acumulada. Ele sabe que gerenciar egos no Paris é parte do desafio, mas não negocia seus princípios táticos.
Dembélé e companhia têm agora a chance de reagir. A temporada é longa, e cobrança por resultados será implacável em Paris. Luis Enrique deixou a mensagem clara: quem não se adequar ao projeto sairá do banco de reservas.
Fonte: Trivela
