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A Copa do Mundo não é feita apenas de gols e emoções dentro das quatro linhas. Às vezes, as histórias mais tocantes vêm de quem está fora de campo, abraçando o papel de coadjuvante com a mesma profissionalidade de quem entra em campo. Esse é o caso do zagueiro belga Zeno Debast, que enfrenta uma jornada de recuperação enquanto apoia sua seleção de forma criativa.
O defensor do Sporting de Portugal chegou ao Qatar carregando uma lesão muscular na perna esquerda que o mantém afastado das competições desde maio. Impossibilitado de atuar, Debast sequer ocupou o banco de reservas nos três primeiros jogos da Bélgica na fase de grupos — os empates contra Irã e Egito e a goleada sobre a Nova Zelândia que garantiu a liderança no Grupo G.
Mas longe de ficar apenas na maquiagem, o zagueiro resolveu se reinventar. Assumindo a função de “garoto da água”, Debast tornou-se uma peça importante no suporte aos companheiros em campo, hidratando jogadores e oferecendo apoio técnico. É uma forma de contribuir mesmo quando as limitações físicas o afastam da bola.
Neste domingo (28), o defensor voltou aos treinos com o elenco belga, sinalizando uma recuperação gradual. Apesar disso, ele continua sendo uma incógnita para os confrontos decisivos que se aproximam. A frustração em estar de fora de um mundial é compreensível — todo jogador sonha em brilhar nessa competição. Porém, Debast demonstra compreender que o futebol vai além do prestígio individual.
A mentalidade do zagueiro reflete a cultura que transformou a Bélgica em uma potência mundial nos últimos anos. Um elenco que entende que a coletividade supera o ego, e que estar presente — ainda que de forma diferente — é melhor que estar ausente mentalmente.
Resta saber se Debast conseguirá retornar ao time em tempo para os duelos mata-mata. Enquanto isso, sua dedicação nos bastidores já entrega uma mensagem poderosa ao restante da delegação belga.
Fonte: Bolavip Brasil
