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Nem sempre é preciso de um show de futebol para avançar em uma Copa do Mundo. Nesta quarta-feira (1º), a Inglaterra aprendeu essa lição na pele ao enfrentar uma RD Congo corajosa e bem organizada nos 16-avos de final, no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta.
Os Três Leões chegaram aos Estados Unidos como uma das seleções favoritas ao título, repletos de craques capazes de resolver qualquer partida com poucos toques na bola. Mbappé, Messi e Vinicius Jr. são exemplos do tipo de jogador que desequilibra confrontos. Harry Kane, contudo, precisou trabalhar mais pela classificação inglesa.
Durante 65 minutos, foi a RD Congo quem ditou o ritmo do jogo. Os Leopardos, comandados por Sebastien Desabre, construíram uma marcação baixa e sufocante, mantendo a Inglaterra longe da criatividade. Até os 29 minutos do segundo tempo, os africanos até saíram na frente do placar, sonhando com uma das maiores zebras do torneio.
Mas quando a pressão batia na porta inglesa, quem respondeu foi Kane. O veterano centroavante, sob o comando de Thomas Tuchel, acordou no momento decisivo e comandou a virada para 2 a 1, carregando sua seleção nos ombros para o próximo passo da competição.
O duelo evidenciou uma verdade do futebol moderno: nem todas as partidas são galas de drible e passes de primeira. Às vezes, é na bravura coletiva e na frieza de seus astros que as grandes seleções se afirmam. A RD Congo saiu de cabeça erguida, provando que tem espaço entre as nações do futebol mundial, mas a experiência e o poder ofensivo inglês falaram mais alto nos momentos que importam.
A jornada da Inglaterra continua, e Kane segue como o soldado leal que Tuchel pode contar quando o jogo fica apertado.
Fonte: Trivela
