Foto: Franco Monsalvo / Pexels
O Liverpool segue sem conhecer a vitória sob o comando de Andoni Iraola, e o técnico espanhol já sente o peso das críticas logo no começo de sua passagem pelos Reds. Contratado para revolucionar o clube inglês após impressionar no Bournemouth — onde conquistou até uma vaga na Liga Europa —, Iraola ainda não conseguiu vencer sequer uma partida, acumulando dois empates consecutivos na Premier League.
O cenário é desafiador. Além do incômodo de não somar vitórias, o treinador convive com uma lista de desfalques que compromete suas escolhas táticas. Conor Bradley e Hugo Ekitike seguem no departamento médico por um período prolongado, deixando a lateral-direita com poucos recursos. Joe Gomez está próximo do retorno, mas sua disponibilidade ainda não é garantida.
Para contornar essa escassez de peças, Iraola apostou numa solução criativa: usar a versatilidade de seus jogadores como instrumento tático. É aqui que entra Dominik Szoboszlai, o grande exemplo dessa estratégia. O húngaro, tradicionalmente um meia, tem sido remanejado para funções diferentes conforme a necessidade tática — uma demonstração clara de como o treinador tenta extrair o máximo de um elenco que, aparentemente, não oferece alternativas claras em algumas posições.
Essa adaptabilidade pode ser uma arma ou uma faca de dois gumes. Se funcionar, atenuará a crise; se não surtir efeito, aumentará a pressão sobre Iraola. O Liverpool, afinal, não está acostumado a começar temporadas de forma tão apagada. Os torcedores dos Reds já questionam as primeiras decisões do espanhol.
O próximo capítulo dessa história será escrito nas próximas rodadas. Iraola precisa converter essa inventividade tática em resultados concretos. Caso contrário, até mesmo a versatilidade do elenco pode não ser suficiente para salvá-lo de um possível fracasso já nas primeiras semanas.
Fonte: Trivela
