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A Inglaterra se vê diante de um desafio bem maior do que o forte ataque norueguês neste sábado. Enquanto Thomas Tuchel prepara suas estratégias defensivas contra Erling Haaland, os ingleses carregam consigo um adversário invisível: o cansaço acumulado pela maratona de viagens pelo torneio.
Dados divulgados pela plataforma “The Athletic” revelam uma realidade incômoda para os britânicos. Desde o início da Copa do Mundo, a seleção inglesa acumulou mais de 17.500 quilômetros percorridos em linha reta pelos estádios onde disputou suas partidas. Para colocar em perspectiva, essa distância equivale a uma viagem de ida e volta completa de Londres até Los Angeles. Uma jornada exaustiva que poucos seleções enfrentaram nesta edição do torneio.
Enquanto isso, a França — que eliminou Marrocos nas quartas e avançou às semifinais — viajou distâncias significativamente menores. Esse detalhe logístico pode parecer trivial, mas no futebol de alto nível, onde cada detalhe conta, o desgaste físico e mental causado pelo deslocamento constante faz diferença.
O confronto acontece neste sábado (11), às 18h no horário de Brasília, no Hard Rock Stadium em Miami. A Inglaterra chega como favorita, mas o cansaço acumulado ao longo das semanas pode ser um fator limitante contra uma Noruega motivada e bem posicionada taticamente.
Tuchel terá que gerenciar não apenas a agressividade de Haaland, mas também a energia dos seus jogadores. Rotações estratégicas e um bom descanso na véspera serão fundamentais para que os ingleses consigam manter o ritmo que os levou até aqui. A distância percorrida, afinal, é um obstáculo tão real quanto qualquer lateral norueguês.
Fonte: Trivela
