Foto: Zsolt Bodnár / Pexels
A polêmica envolvendo o cartão vermelho anulado de Folarin Balogun ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira (6). O presidente da Fifa, Gianni Infantino, saiu em defesa própria e esclareceu que a decisão de suspender a punição ao artilheiro da seleção americana não foi responsabilidade sua.
Em um comunicado divulgado pelas redes sociais, Infantino reforçou que os órgãos judiciais da entidade máxima do futebol mundial atuam com total independência. A manifestação surge após a grande repercussão causada pela anulação da expulsão de Balogun, que ocorreu durante o confronto entre Estados Unidos e Bósnia e Herzegovina na última quarta-feira (1º), na Copa.
A situação causou bastante incômodo em círculos do futebol, com muitos questionando como um lance tão polêmico pôde ter uma decisão revista de forma tão rápida. Balogun é considerado um dos destaques da seleção norte-americana no torneio, e a anulação do cartão influenciou diretamente o resultado da partida.
Infantino deixou claro que existe uma separação entre o poder executivo e o judiciário dentro da Fifa. Segundo ele, as comissões responsáveis pelas decisões técnicas e disciplinares funcionam de maneira autônoma, sem interferência direta da presidência. Essa abordagem busca evitar acusações de favoritismo ou manipulação nos julgamentos.
No entanto, a explicação do presidente não acalmou completamente os ânimos. Críticos apontam que, mesmo com essa estrutura independente, o acúmulo de decisões controversas levanta questões sobre a credibilidade e a transparência dos processos da confederação internacional.
O caso de Balogun promete continuar gerando discussões sobre os critérios de revisão de lances e a necessidade de maior clareza nos protocolos decisórios da Fifa, especialmente em competições de alto nível como Copas do Mundo.
Fonte: Folha Esporte
