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Após três anos longe dos holofotes, Gianni Infantino enfrentou a imprensa e deixou mais dúvidas do que respostas sobre a capacidade da FIFA em controlar a organização da Copa do Mundo de 2026. O presidente da entidade máxima do futebol mundial adotou um tom descontraído durante o encontro com jornalistas, pedindo para que todos “relaxassem”, mas suas palavras soaram vazias diante dos crescentes questionamentos sobre como anda a preparação do torneio.
O evento marca o retorno de Infantino aos microfones depois de um longo período de afastamento das coletivas de imprensa, e a expectativa era que ele apresentasse soluções concretas para os diversos problemas que cercam a Copa de 2026. No entanto, o que se viu foi mais uma tentativa de minimizar preocupações legítimas do que assumir responsabilidades claras.
A organização da próxima edição do Mundial, que será sediada nos Estados Unidos, México e Canadá, tem enfrentado várias complicações logísticas e estruturais. Desde questões relacionadas aos estádios até a falta de definições sobre protocolos de segurança e infraestrutura, há muito a ser resolvido. O fato de Infantino simplesmente pedir para que todos “tomem um tempo e relaxem” reflete uma falta de comprometimento com a transparência que o futebol mundial merecia.
Especialistas e dirigentes de confederações questionam se a FIFA realmente tem controle sobre os preparativos ou se está meramente deixando tudo nas mãos dos países-sede, sem supervisão rigorosa. Infantino tinha a oportunidade de demonstrar liderança e assumir o protagonismo nas soluções, mostrando que a entidade está ativamente envolvida em cada detalhe da preparação do torneio.
Em vez disso, sua postura comunicativa sugere apatia ou, na melhor das hipóteses, uma gestão desorganizada. Os próximos meses serão cruciais para que a FIFA comprove que está no controle da situação. Caso contrário, 2026 pode se tornar sinônimo de improviso e desorganização.
Fonte: BBC Sport Football
