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O presidente da Fifa, Gianni Infantino, saiu em defesa das pausas para hidratação durante as partidas de futebol, afirmando categoricamente que essas interrupções são “puramente uma questão desportiva” e não geram nenhuma receita adicional para a entidade máxima do futebol mundial.
A declaração de Infantino chega em um momento de crescente debate sobre as pausas de hidratação, especialmente considerando que elas foram implementadas durante a Copa do Mundo em condições climáticas extremas. A medida gerou questionamentos sobre se a Fifa estaria aproveitando essas interrupções para inserir publicidade ou obter lucros extras através de patrocínios relacionados.
O dirigente italiano rebateu essa narrativa de forma direta, enfatizando que o bem-estar dos atletas é o foco principal. Em competições realizadas em ambientes com temperaturas elevadas, as pausas para hidratação são consideradas essenciais para a saúde e segurança dos jogadores, prevenindo casos de desidratação e problemas associados ao calor extremo.
Essa posicionamento reflete uma postura defensiva da Fifa diante das críticas que a organização costuma receber sobre sua ganância financeira. Historicamente, a entidade tem enfrentado questionamentos sobre como monetiza praticamente todos os aspectos das competições que organiza, desde transmissões até direitos de imagem e patrocínios.
A clarificação de Infantino sobre as pausas de hidratação pode ser vista como uma tentativa de blindar essa prática específica de polêmicas financeiras, deixando evidente que se trata apenas de uma questão técnica e de saúde. Afinal, com a tendência de ampliação do calendário de competições e eventos disputados em diferentes condições climáticas, essas pausas devem se tornar cada vez mais comuns no futebol profissional.
A Fifa segue firme em sua posição: as interrupções para os jogadores se hidratarem existem para preservar a integridade da competição e a saúde dos atletas, ponto final.
Fonte: BBC Sport Football
