Foto: Luis Quintero / Pexels
Porto Príncipe respira futebol! A seleção haitiana está a poucos dias de sua estreia na Copa do Mundo de 2026, marcando o retorno triunfal após mais de cinco décadas longe do palco mais importante do esporte. A última vez que os caribenhos pisaram em um Mundial foi em 1974, o que torna este momento histórico para a nação.
A euforia nas ruas é palpável. Torcedores se reúnem em praças, discutem estratégias, sonham com avanços na competição e, claro, querem usar a camisa sagrada da seleção. É exatamente aqui que surge um problema que contrasta com toda essa onda de otimismo: a escassez de uniformes oficiais.
A demanda explosiva pelos maillots da equipe nacional superou as expectativas de produção. Lojistas relatam filas de madrugada, estoques que se esgotam em horas e preços inflacionados no mercado paralelo. O cenário revela tanto a intensidade do apoio popular quanto os desafios logísticos que o Haiti enfrenta.
Para um país que luta com limitações econômicas severas, essa situação é emblemática. Enquanto a seleção se prepara para enfrentar adversários de poderio técnico muito superior, seus torcedores fazem o que podem para acompanhar o feito histórico. Alguns compartilham camisas com familiares, outros viajam para países vizinhos tentando encontrar produtos oficiais.
A confederação haitiana trabalha para ampliar a produção de uniformes, mas o tempo é curto. Ainda assim, essa dificuldade não arrefece o entusiasmo. Para milhões de haitianos, estar de volta à Copa do Mundo já é uma vitória em si. A camisa, símbolo máximo dessa participação, tornou-se tão cobiçada quanto um gol na final.
O Haiti chega a 2026 mostrando que a verdadeira paixão pelo futebol transcende barreiras econômicas e logísticas. E isso, independentemente de quantas camisas estejam disponíveis, é o que realmente importa.
Fonte: Folha Esporte
