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A Globo está vivendo um verdadeiro caos na preparação para transmitir a Copa do Mundo de 2026. A situação que parecia controlada em julho de 2023, quando a emissora anunciou a divisão dos jogos masculinos com outra plataforma, agora virou uma encruzilhada de problemas criados pela própria empresa.
Tudo começou quando a emissora renegociou o contrato com a Fifa e conquistou o direito de transmitir apenas metade dos jogos do Mundial masculino — similar ao que aconteceu com a Copa Feminina de 2023. Na época, parecia uma estratégia inteligente, já que a Globo ainda mantinha força na TV aberta e paga, com o SporTV e Premiere dominando praticamente todas as transmissões do Campeonato Brasileiro.
Porém, o cenário mudou drasticamente. A Cazé TV, que mal existia quando o acordo foi fechado, cresceu exponencialmente no mercado esportivo. Enquanto isso, a Globo se viu presa a um contrato que agora limita sua cobertura do maior evento de futebol do planeta. O resultado? A emissora corre desesperadamente para resolver os problemas que ela mesma criou ao aceitar dividir os direitos de transmissão.
O timing ruim da decisão evidencia como as grandes corporações de mídia às vezes apostam errado. Em 2023, ninguém imaginava que a Cazé TV teria o crescimento que teve. A Globo, acostumada a ditar as regras do mercado esportivo brasileiro, viu seu poder diminuir enquanto competidores menores ganhavam espaço.
Para os torcedores, a situação é frustrante. Metade dos jogos da Copa de 2026 estará em uma plataforma que não é a tradicional, o que fragmentará a experiência de acompanhar o torneio. A Globo agora trabalha contra o relógio para mitigar os danos de uma negociação que prometia ser vanguardista, mas provou ser apenas precipitada.
Fonte: Trivela
