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O escândalo de corrupção que abalou o futebol mundial finalmente começa a encontrar seus desfechos. Dois investigados no caso conhecido como Fifagate chegaram a um acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos para encerrar as acusações de suborno que pairavam sobre suas cabeças há mais de uma década.
A negociação marca um ponto de inflexão em uma das maiores operações de combate à corrupção no esporte. Desde que a investigação federal americana saiu à luz, em 2015, dezenas de dirigentes, empresários e intermediários foram alvos de processos criminais relacionados a propinas, fraudes em licitações de direitos de transmissão e manipulação de competições internacionais.
O acordo representa uma estratégia comum em casos complexos como esse: ao invés de seguir para julgamento, os envolvidos optam por negociar com a promotoria, frequentemente admitindo responsabilidade reduzida ou cooperando com investigações maiores em troca de penas menores ou suspensão de acusações.
A resolução desses dois casos reforça a determinação das autoridades norte-americanas em limpar o ambiente do futebol internacional. A FIFA, que já sofreu diversas reformas institucionais após o escândalo, continua sob pressão para demonstrar compromisso com a transparência e a ética nas suas operações.
Para o futebol brasileiro, o tema segue sensível. Dirigentes e intermediários nacionais também foram investigados pelo Fifagate, e qualquer desenvolvimento nesse front pode gerar desdobramentos domésticos. A comunidade do futebol segue atenta aos próximos capítulos dessa longa saga que revelou como a ganância e a falta de fiscalização criaram um ambiente propício para ilegalidades no esporte mais popular do mundo.
Fonte: Folha Esporte
