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A Fifa anunciou nesta sexta-feira (5) um pacote robusto de compensação financeira para os clubes que cederem atletas às seleções durante a Copa do Mundo. O valor mínimo garantido é de US$ 5 mil (aproximadamente R$ 25 mil) por jogador, por dia de competição.
O investimento da entidade internacional reflete uma mudança significativa na forma como a Fifa reconhece o impacto econômico do torneio nos clubes. Do total de US$ 355 milhões (R$ 1,7 bilhão) destinados como compensação pelas Eliminatórias e Mundial — um aumento de 70% em relação ao ciclo anterior de 2022 — nada menos que US$ 250 milhões (R$ 1,2 bilhão) serão direcionados especificamente para as agremiações com jogadores na edição deste ano.
A Copa do Mundo, marcada para ocorrer entre 11 de junho e 19 de julho, mobilizará centenas de atletas que deixarão seus clubes por algumas semanas. Essa ausência, frequentemente polêmica e debatida no futebol europeu, agora tem um peso financeiro maior para compensar possíveis perdas operacionais e de desempenho das equipes.
Importante destacar que o cálculo não é simples. A Fifa informou que os valores serão determinados de forma individualizada, considerando não apenas a convocação do atleta, mas também os minutos efetivamente jogados durante o torneio. Isso significa que um jogador que ficar no banco receberá uma compensação diferente daquele que atua regularmente.
Os US$ 5 mil diários representam uma compensação mínima. Conforme explicado pela entidade, as cifras finais só serão confirmadas após o encerramento da competição, quando todos os dados forem consolidados.
Essa política de pagamento direto aos clubes é vista como um avanço nas relações entre Fifa, seleções e agremiações, reconhecendo que o futebol global depende de um ecossistema financeiro saudável em todos os níveis.
Fonte: Gazeta Esportiva
