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A FIFA acaba de colocar lenha na fogueira das polêmicas da Copa do Mundo ao suspender o zagueiro Jarell Quansah por dois jogos. A punição veio após a expulsão do defensor na vitória inglesa sobre o México pelas oitavas de final, e deixou a federação britânica furiosa com o tratamento dispensado pela entidade internacional.
Quansah ficará fora da decisiva partida contra a Noruega nas quartas de final e também seria desfalque em uma eventual semifinal. O jogador só retornaria à disposição do técnico Thomas Tuchel em caso de uma final mundial ou na disputa pelo terceiro lugar — um intervalo considerado prejudicial demais pelos ingleses.
O que alimenta a indignação no ambiente da seleção inglesa, contudo, é a total falta de coerência das decisões recentes da FIFA. Dias antes da punição de Quansah, a entidade internacional havia anulado o cartão vermelho recebido por Folarin Balogun na partida entre Estados Unidos e Turquia, permitindo que o atacante atuasse normalmente nas oitavas de final.
A comparação entre os dois casos evidencia o que muitos veem como uma arbitragem inconsistente. Enquanto Balogun ganhou uma segunda chance após revisão, Quansah foi mantido fora do time por duas rodadas. Para os ingleses, fica a sensação de que critérios diferentes estão sendo aplicados a infrações semelhantes.
O episódio reflete um problema maior que assola competições internacionais: a falta de uniformidade nas punições. A FIFA, responsável por garantir fairplay em campo, acaba alimentando debates sobre justiça desportiva quando suas decisões parecem variar conforme circunstâncias que escapam à lógica técnica.
Thomas Tuchel terá que se reinventar taticamente para as próximas fases sem um dos seus principais defensores. Enquanto isso, a Inglaterra segue na luta pelo título, mas com um gosto amargo de injustiça administrativa no palato.
Fonte: Bolavip Brasil
