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A FIFA está prestes a colocar em pauta uma das maiores transformações da história da Copa do Mundo. O presidente Gianni Infantino anunciou que as autoridades máximas do futebol mundial discutirão a expansão do torneio para nada menos que 64 seleções a partir de 2030, praticamente dobrando o número de participantes em relação aos formatos atuais.
Essa mudança representaria uma revolução no calendário internacional do futebol. Atualmente, a Copa reúne 32 equipes desde 1998, formato que se tornou praticamente sinônimo do evento. Com a ampliação proposta, teríamos um aumento considerável de jogos, o que poderia alterar significativamente a dinâmica do torneio e suas fases iniciais.
A proposta de Infantino vai além de simples números: visa democratizar ainda mais o acesso à maior competição do futebol. Seleções que historicamente ficam de fora teriam uma chance real de disputar o troféu Jules Rimet, expandindo geograficamente a participação e possibilitando que federações menores invistam em seus projetos com esperança renovada.
Para o futebol brasileiro, essa expansão abre perspectivas interessantes. A Seleção Canarinho, já consagrada entre os favoritos, teria um caminho teoricamente menos complicado até as fases decisivas, embora a competição geral tendesse a se intensificar conforme os confrontos avançassem.
No entanto, a expansão também levanta questões pertinentes: como organizar logisticamente um torneio com tantos participantes? Como distribuir jogos sem sobrecarregar o calendário já tumultuado do futebol europeu? Como manter a qualidade técnica elevada com mais equipes menos experientes em nível de elite?
Infantino enfatizou que essas são discussões futuras, não decisões fechadas. A FIFA ainda avaliará viabilidade, impacto financeiro e aceitação das confederações mundiais. De qualquer forma, o anúncio sinaliza que o organismo máximo do futebol busca reinventar-se e atrair ainda mais nações para seu maior espetáculo.
Fonte: Folha Esporte
