Foto: Franco Monsalvo / Pexels
A FIFA segue firme na sua política de neutralidade. Para a Copa do Mundo de 2026, a entidade máxima do futebol deixou cristalino nos seus regulamentos: nada de mensagens políticas, religiosas ou pessoais durante o torneio. Ponto final.
Os artigos 28 e 34 do regulamento do Mundial são bem específicos quanto ao assunto. Jogadores e membros da comissão técnica estão proibidos de exibir qualquer tipo de slogan ou mensagem política e religiosa em uniformes de jogo, uniformes de equipe, agasalhos ou trajes formais, antes e depois das partidas.
A restrição não para por aí. A FIFA também veta a exposição de mensagens comerciais em equipamentos como bolsas de uniforme, recipientes para bebidas, bolsas médicas e até no corpo dos atletas. A organização quer manter o foco total na competição, longe de qualquer tipo de manifestação externa.
Essa postura gera debates constantes entre torcedores e especialistas. De um lado, há quem defenda que o esporte deve ser um espaço de unidade, longe de polarizações. Do outro, cresce a crítica de que silenciar atletas é cercear um direito legítimo de expressão.
O tema ganhou relevância especialmente após movimentos globais por justiça social nos últimos anos, quando jogadores buscaram usar suas plataformas para apoiar causas. A FIFA, porém, mantém sua linha: o campo é apenas para futebol.
O desafio agora é fiscalizar essas regras durante uma competição com 48 seleções e centenas de atletas disputando o prêmio máximo do futebol mundial. Será que a entidade conseguirá manter a neutralidade que tanto prega? As próximas semanas antes do torneio podem dar dicas sobre como isso funcionará na prática.
Fonte: Trivela
