Foto: Bechir Lachiheb / Pexels
A Fifa está determinada a colocar fim na velha prática da cera e no desperdício de tempo nos campos. Com o objetivo de devolver o protagonismo ao futebol de qualidade, a entidade máxima do esporte implementará a partir desta Copa do Mundo um projeto robusto de combate às manobras que roubam minutos preciosos do jogo.
O movimento representa uma virada de página após anos de escândalos de corrupção que mancharam a imagem da entidade. Agora, em vez de encarar problemas fora de campo, a Fifa quer recuperar a credibilidade focando no que realmente importa: o futebol dentro das quatro linhas.
A meta é ambiciosa: alcançar 60 minutos efetivos de bola rolando por partida. Para quem acompanha o esporte, isso soa como utopia diante dos 90 minutos formais que raramente ultrapassam 50 minutos de ação real. Simulações, faltas infrações, substituições e a famosa cera dos times — tudo isso será combatido com mais rigor.
A estratégia da Fifa inclui maior fiscalização das arbitragens, limite mais restritivo para paradas desnecessárias e possivelmente punições mais severas para equipes que insistirem em ganhar tempo. O objetivo é claro: acelerar o ritmo, intensificar o espetáculo e manter os torcedores colados nas telas.
Para fãs de bola como a gente, isso é música aos ouvidos. O futebol perde beleza quando vira jogo de cera. Times que vencem jogando bonito, com bola rolando, deixam o legado. Aqueles que ganham apenas desperdiçando tempo? Bem, esses seguem para o esquecimento.
A Copa do Mundo 2026 será o laboratório perfeito para esse experimento. Se a Fifa conseguir implementar as mudanças com sucesso, pode revolucionar a forma como entendemos o futebol moderno. Spoiler: não será fácil, mas promete ser interessante.
Fonte: Folha Esporte
