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A briga entre as ligas europeias e a Fifa ganhou um novo capítulo nesta terça-feira. A European Leagues, entidade que representa os principais campeonatos do continente, escalou o conflito ao apresentar uma denúncia formal à Comissão Europeia incluindo acusações de “conduta abusiva” da confederação internacional em relação ao calendário de jogos femininos.
A ofensiva não é nova — as ligas já vinham reclamando do controle excessivo da Fifa sobre o calendário do futebol masculino. Mas agora, o movimento se expande para o futebol feminino, sinalizando que a insatisfação é ainda mais profunda do que se imaginava.
O ponto central da discórdia? A falta de diálogo e flexibilidade da Fifa na hora de encaixar as datas das competições internacionais femininas no calendário. As ligas argumentam que a entidade impõe um modelo rígido e pouco receptivo aos interesses dos campeonatos domésticos, prejudicando a gestão das temporadas e afetando diretamente os clubes europeus.
Para as ligas, isso representa uma clara posição dominante abusiva — especialmente considerando que o futebol feminino está em fase de expansão e consolidação, exigindo maior cuidado na organização de datas e competições.
A estratégia de levar o caso à Comissão Europeia mostra que as ligas buscam usar o arsenal de defesa da concorrência europeia para pressionar a Fifa. É uma jogada política forte, que pode forçar negociações e mudanças nas políticas da confederação.
Este conflito reflete uma tensão maior no futebol global: quem realmente controla o calendário e define as prioridades? A Fifa, que representa a competição internacional, ou as ligas domésticas, que investem continuamente no desenvolvimento do esporte? A resposta a essa pergunta pode determinar os rumos do futebol europeu nos próximos anos.
Fonte: Folha Esporte
