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A Etiópia apresentou oficialmente sua candidatura para sediar a Copa Africana de Nações de 2028, mesmo enfrentando um obstáculo significativo: possui apenas um estádio aprovado para receber o torneio continental. A ousada aposta levanta questionamentos sobre a viabilidade do projeto e a capacidade do país em oferecer as condições necessárias para um evento de tamanha envergadura.
O torneio de 2028 será disputado por 24 seleções, exigindo múltiplos estádios modernos e infraestrutura de classe mundial. Ao longo da história da AFCON, as nações-sede precisam disponibilizar no mínimo três ou quatro arenas em boas condições para acomodar a quantidade de partidas simultâneas e garantir a segurança dos torcedores. A Etiópia, portanto, teria que realizar investimentos massivos em pouco tempo para viabilizar sua candidatura.
Esta não é a primeira vez que um país africano tenta sediar o torneio em circunstâncias desafiadoras. Marrocos, por exemplo, já passou por situação parecida antes de se consolidar como potência na organização de grandes eventos. Porém, a defasagem infraestrutural etíope parece mais acentuada, colocando a candidatura em posição bastante desfavorável diante de outros concorrentes.
A Confederação Africana de Futebol (CAF) avaliará todas as propostas, considerando não apenas a quantidade de estádios, mas também hospedagem, transportes, segurança e organização geral. A Etiópia terá que apresentar um plano de desenvolvimento robusto para convencer os membros votantes de que conseguirá cumprir as exigências.
Apesar dos desafios, a ambição etíope demonstra o desejo do país em colocar o futebol africano em destaque e promover seu desenvolvimento esportivo. Se vencer a disputa, a nação teria que correr contra o tempo para modernizar suas instalações e se preparar adequadamente para receber seleções de todo o continente negro.
Fonte: BBC Sport Football
