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A Espanha entrou na Copa do Mundo 2026 como uma das grandes favoritas ao título. Antes da competição, muitos analistas a colocavam até acima da Argentina, atual campeã mundial. Luis de la Fuente chegou ao torneio com uma missão clara: reconquistar o troféu que La Roja não levanta desde 2010. Tudo parecia caminhar perfeitamente. Mas o futebol, como sempre, pregou uma peça.
O empate com Cabo Verde na estreia funcionou como um balde de água fria nos planos espanhóis. Não era isso que se esperava de uma seleção recheada de talentos como Yamal, Pedri e companhia. O resultado deixou muitos questionamentos no ar sobre a qualidade real dessa equipe que prometia tanto.
O jogo contra Cabo Verde revelou problemas que vão além da falta de um gol: imprecisão no toque de bola, circulação lenta e falta de objetividade no ataque. A Espanha, que deveria dominar qualquer adversário, viu-se presa a um jogo morno e sem inspiração. Isso preocupa justamente porque coloca em xeque a filosofia de jogo que vinha sendo construída.
Ironicamente, a história tentou se repetir. Em 2010, quando conquistaram o título, os espanhóis também começaram com um tropeço: perderam por 1 a 0 para a Suíça na fase de grupos. Naquele momento, poucos acreditavam que aquela Espanha poderia chegar ao topo. A diferença é que aquela equipe tinha mentalidade de vencedor e conseguiu se recuperar.
Agora, contra a Arábia Saudita no próximo domingo, Luis de la Fuente enfrenta um teste real. Será preciso sair do piloto automático e encontrar a intensidade que marcou o futebol espanhol em suas melhores épocas. Se Yamal e cia continuarem com a mesma performance da estreia, as chances de sonho no Marrocos podem desaparecer mais rápido do que ninguém imaginava.
Fonte: Trivela
