Foto: Franco Monsalvo / Pexels
A Espanha chegou ao topo do futebol mundial neste domingo ao vencer a Argentina de forma magistral, exibindo aquele futebol de posse e controle que é sua marca registrada. O mérito da vitória? Um meio-campo impecável formado por Rodri, Fabián Ruiz e Dani Olmo — exatamente o mesmo trio que conquistou a Eurocopa há apenas dois anos.
Porém, quando o foco se volta para o próximo grande desafio — a Copa do Mundo de 2030 que será sediada principalmente em solo espanhol, com apoio de Marrocos e Portugal — a realidade é bem diferente. Os espanhóis terão que se mexer, e é justamente no setor que mais brilhou na campanha atual que mudanças urgentes se anunciam.
O meio-campo é o coração da Espanha moderna. É ali que nasce o futebol ordenado, aquela teia de passes que sufoca os adversários e transforma o jogo em arte. Mas Rodri, Fabián e Dani Olmo não serão eternos. Em 2030, esses jogadores estarão com idades avançadas ou possivelmente fora do seu auge competitivo.
A seleção espanhola, portanto, tem um trabalho de prospecção urgente pela frente. Será preciso identificar e moldar novos talentos do meio-campo, jogadores que entendam a filosofia de jogo ibérica e consigam replicar a qualidade técnica do trio campeão. Não é tarefa simples quando se fala da Espanha, onde o padrão é altíssimo.
A boa notícia? Ainda há tempo. Com mais de cinco anos até o torneio, há margem para experimentações nas convocações e oportunidades para que novos nomes ganhem rodagem. A geração que conquistou este Mundial provou que o ciclo espanhol está longe de terminar, mas cabe ao trabalho presente garantir a continuidade dessa supremacia.
Se conseguirem encontrar os sucessores à altura, a Espanha pode usar o fator casa em 2030 não apenas como vantagem, mas como trampolim para reescrever a história novamente.
Fonte: Trivela
