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A Copa do Mundo de 2026 nos Estados Unidos já começa a revelar seus desafios muito antes do apito inicial. Enquanto as seleções estabelecem suas bases estratégicas, uma realidade geográfica desponta como fator determinante: a Espanha terá que percorrer uma distância duas vezes maior que a França durante a competição.
O detalhe não é trivial. Didier Deschamps, técnico da seleção francesa, já havia demonstrado sua satisfação com a escolha de Boston como base operacional do time. Em sua abordagem pragmática, o experiente comandante francês resumiu bem a questão: “A base não é onde se ganham os jogos, mas é onde pode perdê-los”. A frase reflete a importância de um centro de treinamento bem estruturado, com conforto, segurança e infraestrutura adequada para o descanso e preparação dos atletas.
Porém, o cenário para os espanhóis é bem diferente. Com o país tendo que se deslocar entre estádios espalhados por regiões distantes dos EUA, a Roja enfrentará uma verdadeira maratona logística. Essas viagens contínuas podem impactar no condicionamento físico, na qualidade do descanso e até mesmo na concentração dos jogadores durante o torneio.
Este é um fator que especialistas em futebol internacional apontam como relevante em Copas do Mundo. A recuperação entre partidas, o acesso a instalações de qualidade e a minimização do desgaste extra com deslocamentos são elementos que historicamente influenciam o rendimento das equipes nas fases finais.
A geografia americana, com suas dimensões continentais e a distribuição dos estádios por diferentes estados, apresenta um desafio que nem sempre é equalizado entre os participantes. Enquanto alguns times usufruem de bases centralizadas, outros precisam adaptar-se a roteiros desgastantes. Para a Espanha, será mais um obstáculo a superar em busca do tricampeonato mundial.
Fonte: Folha Esporte
