Foto: Ludovic Delot / Pexels
Após 16 anos de jejum em mata-matas de Copas do Mundo, a Espanha finalmente voltou a respirar títulos. Luis de la Fuente conseguiu o que parecia impossível: resgatar a essência daquele time invencível de 2010 que conquistou o mundo na África do Sul, repetindo a dose em 2026.
A trajetória espanhola era frustrante. Desde aquela final memorável contra os Países Baixos — quando Andrés Iniesta selou o destino com um gol no prolongamento — a Roja não conseguia avançar além das oitavas em Mundiais. Dezesseis anos de fracasso acumulado enquanto o futebol evoluía e os rivais se reforçavam.
A escolha de Luis de la Fuente pela Real Federação Espanhola foi certeira. O técnico, que já havia brilhado nas categorias de base espanholas e conquistado a prata olímpica em Tóquio 2021, recebeu a missão de devolver à Espanha seu lugar de honra. Não era pressão pequena: reconstruir uma potência em declínio.
O segredo do sucesso não foi reinventar a roda, mas aperfeiçoá-la. De la Fuente identificou os pontos frágeis defensivos que assombravam a equipe nos últimos torneios e implementou correções estratégicas precisas. A defesa deixou de ser o calcanhar de Aquiles e se tornou a fortaleza que protege o brilho ofensivo tradicional espanhol.
Com números praticamente idênticos à equipe de 2010, a Espanha de 2026 prova que às vezes o passado não é inimigo do futuro. É inspiração. A receita? Manutenção do DNA técnico e tático, temperada com defesa consistente e organização que não deixa brechas.
O que parecia sepultado — a capacidade espanhola de vencer campeonatos mundiais — ressurgiu das cinzas. Luis de la Fuente não apenas igualou Vicente del Bosque; mostrou que compreende profundamente como fazer funcionar novamente aquela máquina que, um dia, dominou o planeta.
Fonte: Trivela
