Foto: Joaquin Carfagna / Pexels
A Espanha confirmou seu favoritismo e levantou a taça do Mundial nos Estados Unidos com um futebol coletivo impressionante. Mas, diferentemente do que apontavam os holofotes antes da competição, não foi apenas o meio-campo estrelado de Rodri, Fabián Ruiz, Pedri e Dani Olmo, nem o ataque em alta voltagem com Lamine Yamal e Nico Williams — destaques da Eurocopa 2024 — que garantiu o segundo título mundial da Fúria Vermelha.
O grande responsável pela consagração espanhola foi um setor que raramente ganha destaque na mídia: a defesa. Enquanto todos comentavam sobre o talento ofensivo dos ibéricos, o tridente defensivo — Unai Simón no gol, Pedro Porro e Marc Cucurella nas laterais, além de Aymeric Laporte e Pau Cubarsí na zaga — construiu uma muralha praticamente impenetrável ao longo de toda a campanha.
Os números falam por si: em todo o torneio, a seleção espanhola sofreu apenas um gol. Apenas um! E ainda por cima na vitória por 2 a 1 contra a Bélgica nas quartas de final. Essa solidez defensiva foi tão notável que pelo menos metade desses jogadores conquistou lugar na seleção oficial do Mundial, reconhecimento bem merecido pelo trabalho de excelência.
Essa história reforça uma lição importante do futebol moderno: não é apenas o brilho do ataque que conquista títulos. A eficiência defensiva, muitas vezes subestimada por torcedores e analistas que perseguem o espetáculo do gol, pode ser tão — ou até mais — decisiva que o futebol ofensivo. A Espanha provou que um time bem estruturado, com defesa sólida e confiante, consegue sufocar adversários e criar espaços para seus craques brilharem sem pressão.
O técnico Luis de la Fuente soube balancear perfeitamente o jogo espanhol, mantendo o estilo tiki-taka ofensivo mas apostando em uma defesa organizada e responsável. Resultado: um segundo título mundial que coloca a Espanha entre as maiores potências do futebol internacional.
Fonte: Trivela
