Foto: Franco Monsalvo / Pexels
A decepção egípcia com a eliminação nas oitavas de final da Copa do Mundo não parou nas reclamações de bastidor. A Federação Egípcia de Futebol protocolou uma denúncia formal junto à Fifa contra o árbitro francês François Letexier, que comandou o duelo entre egípcios e argentinos encerrado com vitória da Argentina por 3 a 2, nesta terça-feira, em Atlanta.
A principal fonte de irritação dos faraós foi a anulação do gol de Mostafa Zico, quando o Egito ainda estava na frente do placar em 1 a 0. O VAR apontou uma falta cometida sobre Lisandro Martínez no início da jogada, e Letexier não hesitou em cancelar o lance. Desde então, a federação egípcia questiona a decisão e pede uma revisão cuidadosa de todos os lances controversos daquele confronto.
Inconformado, o presidente da federação egípcia solicitou à entidade máxima do futebol uma investigação minuciosa sobre as arbitragens questionáveis na partida. Além disso, pediu explicitamente que a comissão de arbitragem francesa não seja escalada novamente para atuar no torneio.
Este é um caso que ilustra bem as tensões que envolvem decisões arbitrais em grandes competições. Enquanto argentinos comemoram a classificação dramática, os egípcios saem da Copa convencidos de que foram prejudicados. A verdade é que lances polêmicos são inerentes ao futebol, mas quando decisões do VAR estão envolvidas, a pressão por acertos aumenta exponencialmente.
A Fifa agora terá de analisar a reclamação egípcia e decidir se há fundamento para qualquer tipo de ação. Letexier segue na Copa, mas a repercussão negativa em torno de suas decisões deixará marca nesta edição do torneio. Para o Egito, a saída antecipada fica marcada não apenas pela eliminação, mas pela sensação de injustiça que alimentará debates entre torcedores por bastante tempo.
Fonte: Gazeta Esportiva
