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Kylian Mbappé segue sendo alvo fácil para críticos. Mesmo depois de uma temporada europeia marcada por números impressionantes – 42 gols em 44 partidas pelo Real Madrid – o craque francês não escapa das investidas de torcedores, jornalistas e ex-jogadores que apontam sua chegada como responsável pelos tropeços merengues em 2024.
A narrativa é conhecida: sem títulos conquistados, Mbappé virou bode expiatório. Porém, nem todos concordam com essa lógica rasa de análise. Christophe Dugarry, campeão do mundo pela França em 1998 e hoje comentarista da RMC Sport, resolveu quebrar o padrão e saiu em defesa veemente do astro.
O ex-atacante não poupou palavras ao criticar a desproporcionalidade das cobranças. Para Dugarry, transferir toda a responsabilidade pelo desempenho coletivo aquém das expectativas para os ombros de um único jogador é, no mínimo, injustificável – especialmente considerando o que o camisa 9 vem entregando em campo.
“Críticas estúpidas. Isso é inaceitável”, disparou o francês, em tom que deixa clara sua indignação com o tratamento dispensado ao capitão da seleção francesa. Sua argumentação é sólida: os números falam por si só. Não há como desqualificar uma produção ofensiva tão consistente e prolífica.
O ponto levantado por Dugarry toca numa questão mais ampla sobre como avaliamos o desempenho de jogadores em times coletivos. Futebol não é jogo de um só. Se o Real Madrid não conquistou títulos, há uma série de fatores envolvidos – defesa, meio-campo, tática, consistência defensiva e até mesmo sorte em momentos decisivos.
O debate, portanto, ultrapassa Mbappé. Reflete a dificuldade que temos em separar análise técnica de julgamento precipitado. O francês continua provando sua qualidade, e talvez seja hora da crítica especializada buscar argumentos mais consistentes.
Fonte: Trivela
