Foto: Franco Monsalvo / Pexels
Parece difícil de acreditar, mas a França nem sempre foi a potência que conhecemos hoje. A seleção francesa passou por um período de completa irrelevância no futebol internacional durante as décadas de 1960 e 1970, um jejum que contrasta brutalmente com o domínio que exerce atualmente.
Entre 1962 e 1978, os franceses viveram seus piores momentos em Copas do Mundo. Naquele intervalo de 16 anos, disputaram cinco edições do torneio mais importante do planeta, mas conseguiram se classificar para apenas duas delas: em 1966 e 1978. E quando chegavam lá, o resultado era sempre o mesmo: eliminação na primeira fase, sem deixar marca alguma.
A situação era ainda mais constrangedora na Eurocopa. Enquanto outras seleções europeias já levantavam títulos continentais, a França amargava um vexame impressionante: cinco edições seguidas do torneio (de 1964 a 1980) sem conseguir nem mesmo se classificar. Simplesmente não conseguia entrar na competição.
Essa trajetória de fracassos é ainda mais surpreendente quando lembramos que estamos falando de um país com tradição futebolística e estrutura para formar bons jogadores. Mas nos anos 60 e 70, os franceses pareciam estar décadas atrás de rivais como Alemanha, Itália e até Portugal.
O que mudou? Uma transformação completa de mentalidade, investimento em divisões de base, contratação de técnicos inovadores e, claro, o surgimento de talentos excepcionais. Hoje, a França ostenta títulos recentes de Copa do Mundo (2018 e 2022) e está entre as favoritas em qualquer torneio que disputa.
A história francesa é uma lição de que nenhuma seleção está fadada ao fracasso eterno. Com planejamento, dedicação e um pouco de sorte, é possível passar de figurante para protagonista do futebol mundial. Basta ver o caminho que a seleção azul percorreu.
Fonte: Folha Esporte
