Foto: Adera Abdoulaye Dolo / Pexels
Depois de 40 anos longe da Copa do Mundo, o Iraque finalmente retorna ao palco mais importante do futebol mundial em 2026. A classificação foi conquistada de forma heroica, com vitória por 2 a 1 sobre a Bolívia na repescagem intercontinental, marcando o fim de um jejum que atravessou gerações e devolvendo esperança a um país marcado por décadas de instabilidade.
Para quem acompanhava o futebol iraquiano nos anos 2010, porém, esse retorno tem um rosto bem conhecido: o de Zico. O ídolo brasileiro viveu uma experiência única e desafiadora à frente da seleção iraquiana entre 2011 e 2012, período em que enfrentou muito mais do que problemas táticos e técnicos.
Naquela época, comandar a seleção iraquiana era uma missão quase impossível. O país vivia sob tensões extremas, com conflitos civis e restrições severas que afetavam até mesmo as atividades mais simples da equipe. Treinos precisavam ser realizados em condições precárias, viagens internacionais eram complicadas, e a segurança era uma preocupação constante.
Zico conheceu de perto essa realidade brutal. Longe dos estádios confortáveis do Brasil e da Europa, o ex-jogador enfrentou limitações que poucos treinadores estrangeiros poderiam imaginar. Apesar dos obstáculos imensuráveis, sua passagem deixou marcas positivas no desenvolvimento da seleção iraquiana, plantando sementes que floresceriam anos depois.
Hoje, quando o Iraque enfrenta a Noruega na estreia da Copa de 2026, é impossível não reconhecer o legado deixado por profissionais como Zico, que acreditaram que o futebol poderia ser um instrumento de esperança e renovação mesmo nos momentos mais sombrios de um país.
Essa é uma história de resiliência, determinação e da capacidade transformadora do esporte — elementos que definem a jornada do futebol iraquiano até este tão esperado retorno aos holofotes mundiais.
Fonte: Trivela
