Foto: Franco Monsalvo / Pexels
A Tunísia entrou para os livros de história das Copas do Mundo, mas nem sempre da forma que um país gostaria. Na segunda-feira, os tunisianos demitiram seu técnico Sabri Lamouchi após sofrer uma goleada humilhante de 5 a 1 para a Suécia. A saída foi confirmada pela imprensa internacional, apesar de ainda não estar oficializada.
O que chama atenção é a precocidade dessa decisão — a mais prematura já registrada na história do torneio. Porém, há um detalhe que muitos torcedores esquecem: um brasileiro foi o pioneiro em viver essa constrangedora situação durante um Mundial.
Em 1998, na França, quem sofreu a humilhação foi Carlos Alberto Parreira. O treinador, que havia conquistado o tetra pela Seleção Brasileira no torneio anterior, chegou à Arábia Saudita com um currículo blindado e toda a confiança possível. O desafio era ambicioso: repetir o feito de 1994, quando os sauditas avançaram à fase mata-mata.
A realidade, no entanto, foi cruel. Os maus resultados não demoraram a chegar, e Parreira foi dispensado ainda durante a competição — tornando-se o primeiro técnico a sofrer esse destino numa Copa do Mundo.
A história revela uma verdade incômoda do futebol: estar campeão do mundo não garante sucesso em qualquer lugar. Parreira tinha excelência técnica e experiência comprovada, mas esbarrou na realidade de uma seleção com limitações muito diferentes das que enfrentou com a Seleção Canarinho.
Hoje, com Sabri Lamouchi vivendo situação semelhante, o futebol nos lembra que as Copas do Mundo não perdoam. O fracasso é imediato, e as consequências podem chegar na velocidade de uma goleada por 5 a 1.
Fonte: Trivela
